Uma autobiografia em tempo real sobre empreendedorismo, falência e resiliência.
"Busquei histórias de empreendedores que passaram por isso.
Só encontrei os que já tinham saído pelo outro lado.
Ninguém contava o meio."
Esse diário nasceu numa madrugada de setembro de 2025, quando eu estava dormindo num colchão no chão de um galpão em Indaiatuba — sem caixa, sem casa alugada, e com R$13 milhões de dívidas acumuladas. Escrevi porque precisava. E porque acreditei que alguém, em algum lugar, precisava ler.
Hoje, uma sexta-feira, foi um dia pior. Espero que os dias "meio ruins" voltem logo.
Na noite passada não dormi bem, para variar, acordando duas ou três vezes. Numa delas, vim para a sala e fiquei pensando no Vicente. Ele tinha cinco anos. Dormia no quarto ao lado sem fazer ideia do que estava acontecendo. E eu precisava que continuasse assim.
Peguei o telefone, olhei a foto dele sorrindo, e decidi começar a escrever esse livro.
Hoje finalmente consegui devolver a casa que eu alugava em Indaiatuba. Vou passar a dormir na empresa, no quartinho ao lado da cozinha.
Agora são 23:47 e escrevo já diretamente do quartinho no galpão. Já organizei tudo que eu precisava, tomei uma ducha no vestiário e aqui estou para dormir...
O desafio de amanhã é duro novamente. Temos reunião de comitê com a empresa de reestruturação...
Cheguei às 07h na casa onde o Vicente dormia. Fiquei na porta do quarto dele por alguns minutos observando a bagunça dos carrinhos que ele tinha feito no dia anterior — usou a embalagem de uma TV como estacionamento. Achei aquilo incrível.
Passei alguns minutos olhando ele dormindo, com uma faixa amarrada ao pescoço de quando tinha brincado de múmia. O mais difícil de tudo isso não é a dívida, não são as cobranças, não são as noites sem dormir.
O mais difícil é perder isso.
Galpão · Indaiatuba
O diário original
Eduardo & Vicente Para quem está no meio da tempestade — e para quem ainda não sabe que precisa ouvir isso.
Uma autobiografia sobre empreendedorismo, falência e resiliência
Escrito em tempo real entre setembro de 2025 e 2026, nos dias mais duros do processo de quebra da Reeciclar. Não é um livro sobre como superar a crise — é um relato honesto de quem ainda estava no meio dela quando começou a escrever.
Uma história sobre cair, ficar junto e recomeçar
A história de Padú, um construtor de pontes de plástico reciclado, contada para crianças que vivem perto de um adulto passando por dificuldades. Com uma árvore chamada Tina e uma carta real do pai para o filho ao final.
Conversas com empreendedores que já passaram por quebras, crises e recomeços reais. Sem filtro, sem final feliz fabricado.
Empreendedores que viveram o processo de dentro — com datas, números e decisões difíceis.
Focamos no período de crise — não apenas na superação. O que acontece quando não há saída clara à vista.
O impacto emocional de quebrar um negócio. O que ninguém fala, mas todo empreendedor sente.
A Viree nasceu da experiência de quebrar sem rede de segurança. Uma plataforma de proteção empresarial para PMEs brasileiras — construída por quem viveu o problema do lado de dentro.